quarta-feira, fevereiro 15

Gone [Michael Grant] - Resenha

SinopseEm um piscar de olhos, todos com mais de 14 anos desaparecem. Restam adolescentes. Pré-adolescentes. Crianças. Nenhum adulto. Nenhum professor, policial, médico ou responsável. Linhas de telefone, redes de televisão e a internet param de funcionar. Não há como pedir ajuda. A fome é intimidante e a violência começa. Os animais parecem estar se transformando, e uma criatura sinistra está à espreita. Os próprios adolescentes estão ficando diferentes, desenvolvendo novos talentos: poderes inimagináveis, perigosos e mortais, que crescem dia após dia. É um mundo novo e assustador. É preciso escolher um lado — e a guerra é inevitável.


Autor: Michael Grant


Páginas: 518








             _________________________________________________


        Bom, essa resenha vai contra (quase) todas as outras. Porque, ao contrário da maioria, definitivamente não gostei de Gone. Primeiro, pensem: Sam, Quinn, Astrid... Cadê a personalidade forte? O motivo de serem o centro da narrativa? Não encontrei nenhum. Foi montada uma turma fraca. Após as apresentações iniciais entram Edilio e Lana, que pelo contrário, possuem aquele toque especial. A escolha dos 3 personagens principais então me pareceu extremamente equivocada. E também existe Pequeno Pete, que mesmo autista e com 7 anos consegue ser mil vezes mais interessante do que todos os outros, mais um sinal do caos literário. Da metade do livro pra frente os coadjuvantes-que-deveriam-ser-mais-do-que-só-isso passam a parecer mais seguidores do que coadjuvantes, completamente esquecidos, para dar lugar ao bonitinho, o bobo e a inteligente (na mesma ordem dos nomes). Por acaso Michael Grant tentou fazer uma versão apocalíptica de Percy Jackson mixado com Jogos Vorazes? Se sim, o resultado saiu muito de quinta categoria. Nem um pouco original, se não foi baseado nos citados acima, foi no mínimo inspirado em semelhantes.
        Sobre a narrativa... É cansada. Flui de modo razoável, mas se torna aos poucos confusa e sem o menor suspense. Adivinhei cada revelação antes que fosse revelada, por que mesmo tendo ótimas explicações envolvendo a radioatividade e o código 1-4 o autor conduziu suas ideias muito mal. Com todos os pontos negativos, consegui chegar ao final. Assim que terminei fiquei em choque. Acho que pelo simples fato de esperar mais. Não surpreende, não emociona, não abala... É como se o fim fosse o meio, sem aquele BAM. É, ironicamente, apenas um puf, onomatopeia que apelida o acontecimento inicial do livro. 
        Uma palavra forte, mas não faço idéia de outra melhor para resumir esse livro: Insignificante. Concordo que deve ser muito difícil criar uma história com a narrativa que beira a perfeição e etc, então não menosprezo o trabalho de Michael Grant, mas se você se compromete a escrever uma, do meu ponto de vista, deveria pelo menos se diferenciar. E entre tantas batalhas, explicações, beijos e conversas familiares idiotas, diferencial é tudo que eu não encontro.

2 comentários:

  1. Marcou posição, mas respeitou a criação. Boa resenha!

    ResponderExcluir
  2. Nossa eu eu doida para ler o livro, acho que ele acaba de ser lançadop para o final da minha lista, afinal gastar dinheiro e tempo (os dois estão bem curtos) em algo que não vale a pena é complçicado. Mas quem sabe eu leia um dia pára tirar minhas conclusões.

    Otima resenha, soube se impor.


    Beijão, passa lá: nasproximaspaginas.blogspot.com

    ResponderExcluir